O Congresso Nacional aprovou recentemente uma nova legislação que promete facilitar a regularização fundiária de imóveis em áreas urbanas. A medida, que altera dispositivos da Lei nº 13.465/2017, tem como objetivo acelerar o processo de legalização de moradias construídas sem a devida documentação, beneficiando milhões de brasileiros que vivem em assentamentos informais.
Entre as principais mudanças está a simplificação dos requisitos para a Reurb (Regularização Fundiária Urbana), que agora poderá ser iniciada por iniciativa dos próprios moradores, sem a necessidade de intermediação do poder público. Além disso, o processo passa a contar com prazos mais curtos para análise e emissão de títulos de propriedade, o que deve reduzir a burocracia e aumentar a segurança jurídica dos ocupantes.
Especialistas em direito imobiliário destacam que a nova lei representa um avanço importante na promoção do direito à moradia e na valorização dos imóveis urbanos. “A regularização fundiária não apenas garante o título de propriedade, mas também permite o acesso a serviços públicos, crédito e melhorias na infraestrutura urbana”, afirma a advogada Mariana Lopes, especialista em direito urbanístico.
Apesar do otimismo, entidades de defesa do meio ambiente alertam para o risco de flexibilização excessiva em áreas de preservação permanente. O texto da lei prevê salvaguardas ambientais, mas críticos argumentam que a fiscalização precisa ser reforçada para evitar ocupações irregulares em zonas sensíveis. O governo federal promete lançar uma cartilha orientadora para estados e municípios nos próximos meses.
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